De Afonso de Melo, com o título acima, no Jornal I: "De repente ficámos a saber que na pacata Budapeste, escondido numa empena qualquer, vivendo a pão e água, um fedelho de cabelo espetado como um ouriço-cacheiro foçava em milhões de documentos privados e na que deveria ser sagrada correspondência alheia com o denodo de uma Madame Curie a cavar na pechblenda até descobrir o rádio. Por um destes milagres que só a suprema humanidade é capaz de destrinçar, o fedelho atribuiu a si próprio aquilo que um mero curso de polícia lhe podia ter dado. Alguma voz divina e encantatória lhe ordenou que salvasse este país, que é o que o mar não quer, como dizia Ruy Belo, das tranquibérnias por entre as quais sempre viveu. Imagino-o, solitário, tremendo de frio nos húmidos invernos à beira do Danúbio, sacrificando as dioptrias nessa tarefa suprema de se transformar num super-homem do justicialismo barato." Leia o resto aqui.
Blogue dedicado ao benfiquismo crítico e inclusivo, nascido a 30 de Setembro de 2017. Possam os leitores contribuir com esse espírito. O nosso presente é o futuro. Este blogue é diferente, é uma estrada, é uma marca, é um projecto de think tank. E é também um instrumento de descodificação da malandragem, um desinfectante cognitivo. Fazer este blog é para nós um dever cívico, um acto de cidadania. Benfiquemos sempre, benficando agora!
sexta-feira, 29 de março de 2019
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