quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Clássico à vista


É frequente ouvir-se nas conferências de imprensa pré ou pós jogos, jogadores dizerem "se ganhamos, ganhamos todos" ou "se perdemos, perdemos todos", nunca sendo as derrotas ou vitórias responsabilidade de um jogador(s) em particular.
Podemos concordar que há um fundo de verdade nestas afirmações, mas não devemos escamotear o papel fulcral do treinador, o principal responsável a nosso ver.
Serve este pequeno intróito para perspectivarmos o jogo de amanhã, importante mas não decisivo (ficarão a faltar após o terminus do mesmo, 21 jornadas-63 pontos em disputa).
Já por diversas ocasiões manifestámos aqui reticências, para não dizer discordância,  sobre  a liderança de Rui Vitória ao leme da equipa.
Mais que opções tácticas ou a escalação de determinados jogadores em detrimento de outros, o que nos move em relação a Rui Vitória prende-se com o modelo de jogo que implementou.
É dada ênfase a futebol apoiado, baseado em excessivas trocas de bola (muito lateralizado quando não jogado para a retaguarda), com pouca utilização dos corredores na frente de ataque (temos tantos e bons extremos!). É verdade que não temos nenhum ponta de lança com características exigidas a esse lugar (Jimenez e Seferovic não se equiparam a Mitroglou, esse sim, um avançado de área) que poderiam dar sequência natural a  assistências dos extremos caso estes participassem mais activamente na  construção das jogadas.
Ficamos assim dependentes da inspiração de Jonas, Pizzi, Krovinovic no centro do terreno para  a obtenção de golos.
Outro "handicap" tem a ver com a  lentidão que acompanha o processo de jogo que o torna demasiado previsível e facilmente anulável (veja-se o paradigmático último jogo com o CSKA de Moscovo na Champions League), jogadas bem cerzidas no centro do terreno, raramente utilizando os flancos, mas que morriam invariavelmente  na defesa russa aquando do último passe.
Dito isto, e repetindo não ser jogo de "vida ou morte", está novamente em causa a capacidade do treinador ,como principal responsável, em saber contrariar o sistema de jogo do adversário de amanhã, que sabemos ser feito de ataque continuado, em grande velocidade, com recurso a bolas em profundidade colocadas nas extremidades do rectângulo (nas antípodas do que habitualmente jogamos).

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