quarta-feira, 18 de abril de 2018

A mania da auto-dependência

Tornou-se moda a vários níveis, de adeptos a treinadores e presidentes de clubes, defender a ideia de que para se chegar a um certo patamar (vitória, melhor posição) dependemos apenas de nós próprios. Por outras palavras: no confronto com outras equipas, jogamos afinal sozinhos no campo, está bem de ver, dependemos apenas de nós próprios. Que mania de slogan este! Não há ninguém, individual ou colectivo, que não seja socialmente multidependente...mesmo da bola e das suas sinuosidades.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Varandas sobre ataques ao Benfica

"Temos visto um Campeonato a desenrolar-se com ataques sucessivos ao Benfica, aos árbitros que intervêm nos jogos do Benfica, a membros da nossa Direção e ao presidente do Clube, à estrutura... O que constato são estas realidades. " - Varandas Fernandes, vice-presidente do Benfica, a ler aqui.

Por morrer uma andorinha não acaba a primavera

Vida emotiva no futebol

A vida emotiva no futebol - especialmente no futebol - é uma espécie de elástico com os seus dois seres: ora retesado, ora lasso. Ampliando a imagem: ora emotivo, ora apático; ora herói, ora vilão: ora bom treinador, ora mau treinador. Assim acontece com os adeptos do Benfica em relação a Rui Vitória: ora o têm por bom treinador quando o Benfica ganha, ora o têm por mau treinador quando o Benfica perde. E basta perder uma única vez, como sucedeu ontem, Benfica que há muito estava invicto na Luz. Pobre Rui Vitória, pobres treinadores que têm de enfrentar dia após dia as alterações climáticas bruscas, nas almas elásticas, sempre oscilantes, sempre bipolares, dos adeptos.

Da psicologia de massa

A enorme, ruidosa, muito visível e quase táctil pressão psicológica, precedendo e reinando no jogo de ontem sobre o Benfica (estratégia de balneário, multidão, cenografia imponente e cânticos permanentes) pode ter provocado o efeito inverso ao que era esperado: a equipa ficou bloqueada, como que esmagada pelos apelos múltiplos e reiterados. Frágeis são os seres humanos, sinuosos e muitas vezes inesperados os caminhos da psicologia e do comportamento de massa. 

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Os novos Velhos do Restelo

O Benfica perdeu um jogo e de imediato saltaram a terreiro os habituais críticos de RV e LFV exigindo o seu linchamento. O mais importante blog cavalo de tróia, dito de geração Benfica, colocou no terreno os seus mais fogosos pistoleiros a disparar sem pausa. Esses porta-vozes do inverno, esses novos Velhos do Restelo, são piores que os adversários externos. Esquecem sempre - et pour cause - que por morrer uma andorinha não acaba a primavera.

Haja então optimismo

O FCP ganhou e pronto. É possível ver o jogo de ontem de múltiplos ângulos. Por exemplo, podemos dizer que o golo portuense foi fortuito, que quem o marcou devia há muito ter levado o segundo amarelo e ido para a rua; dizer que o Jonas fez muita falta, o que mostra a jonas-dependência do Benfica; dizer que foi muito grave o RV substituir o Pizzi e meter o Samaris para reforçar a defesa quando era do ataque que precisávamos; dizer que o Zivkovic foi derrubado na grande área portuense nos instantes finais sem que o penálti tivesse sido assinalado por um árbitro claramente anti-Benfica; podemos, finalmente, dizer que foi humilhante perder em casa perante milhares de adeptos presentes, face ao enorme entusiasmo pré-jogo e face, ainda, à coreografia criada para nutrir o desempenho dos jogadores. Etc., etc. Mas sejamos honestos: perdemos e pronto, parabéns ao FCP, a nossa segunda parte foi de pisar ovos, faltou élan, faltou entrosamento, faltaram remates, perdemos o meio-campo, ficámos à deriva e ao sabor de impulsos sem norte no ataque. Parece que estamos agora desPENTAdos. Mas, enfim - porque futebol é sempre fé -, acreditemos que ainda é possível suceder algo de agradável nas quatro jornadas que faltam. Haja, então, optimismo. E esperemos que os benfiquistas tentem abandonar aquela habitual retórica destrutiva de culpar o RV e os planos de futuro do LFV quando algo corre mal no futebol de onze (por exemplo, preste-se atenção aos habituais blogs cavalos de tróia).

domingo, 15 de abril de 2018

Um grave problema de saúde pública


Os directores da desinformação do FCP e do SCP são hoje um grave problema de saúde pública em Portugal. Quase todas as semanas, os dois criminosos difamam, caluniam e injuriam, com especial foco no Benfica. São os maiores produtores de ódio e de transferência dos problemas dos seus clubes para outrem no desporto português. De vez em quando um pequeno castigo desportivo surge, mas não surte efeito. O que dizem e escrevem não é simples birra ou despautério comezinho, é crime intencional, premeditado. Urge que a justiça criminal os detenha e os julgue pelos seus crimes - sem esquecer os seus presidentes -, eles que há muito estão impunes e convencidos de que assim continuarão.

Onze Eusébios

Andam ululantes, das mais variadas maneiras, as gentes adeptas do clube da máfia fruteira, convencidas de que já ganharam na Luz ao Benfica no jogo de mais logo em futebol de onze para a Liga A. E zangadas porque estão interditas de usar tambores e megafones, coisa que amam muito sob comando do Macaco criminoso. Infelizmente para elas as contas vão sair trocadas perante onze Eusébios num estádio lotado de sangue vermelho.

Naufrágio no hóquei

As coisas continuaram a correr mal ao Benfica ontem, após segunda derrota consecutiva frente ao FCP em hóquei e em jogo a contar para quartos de final da Taça de Portugal. Eliminado pelo FCP da Liga Europeia por 9/2 e agora da Taça de Portugal por 5/2, resta o Campeonato Nacional. Na verdade, é um Benfica em queda livre e a carecer de renovação. Enquanto isso, valeu ontem a vitória clara do Benfica sobre o FCP em andebol por 34/27.